EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mario Quintana - A Cor do Invisível

Esta é uma estória de uma menina que conheceu o amor. O amor verdadeiro.
“Incrível como ele surge. Vem de repente, de mansinho e fica instalado. Outras vezes chega abruptamente e do mesmo modo, aloja-se dentro de nós. Sabe o que é? É o amor.
Sim, você pode até sorrir, criticar, mas é verdade. E ainda dizem que ele morre. Morre, é verdade, mas somente quando não é verdadeiro.
Deixe-me contar alguns fatos que sei sobre ele. É lindo, maravilhoso, sedutor, confortante e energizante. E assim como nós, tem seu lado negativo: faz-nos chorar, enraivecer, falar mal, gritar, xingar, espernear até!
Encontrei-o de forma romântica. Estava a viajar de ônibus quando me deparei com ele. Lindo, alto, forte e olhar penetrante. Sentada estava em meu lugar, olhando para o nada, esperando o nada e o vi. A cada degrau que subia para entrar no ônibus, meu coração palpitava. Somente o relance de sua fisionomia já era o bastante para criar em mim palpitações. Estranhava isso ocorrendo em mim, até um pouco de medo senti, um frio na barriga, as mãos geladas...ai mas ao mesmo tempo uma sensação gostosa preenchia meu coração. Ao chegar no corredor meus olhos encontraram o dele.
Tudo ao redor parou. O nada para o qual eu olhava tomou forma e se materializou na minha frente. E que forma! Minha respiração estava travada, se é que isso é possível. À medida que se aproximava do lugar vago próximo ao meu, meu coração subia pela garganta. E passou direto para o último lugar no “busão”. E agora?
Era noite.E tarde. Não haveria mais paradas noturnas, nem para subir passageiros. Esperar até amanhecer, fazer o quê?! Um acidente , com um caminhão de cargas eletrônicas envolvido, engarrafa o trânsito na estrada. A notícia: 3 horas de paradeza total, ou seja, nada de andar naquele momento.
Uma turma desce do ônibus e resolve fazer um piquenique. Um frioooo. Eu desci? Não. Acordo, meio sonolenta e vejo alguém sentado no braço do banco da poltrona me olhando. Sento na poltrona e vejo ele, com aquela cara mais linda do mundo, de um jeito todo gentil e me convida para descer e ir ao piquenique. Eu fui? Nada. Fiz a pose de garota mais séria do mundo. Queria dormir.
A viagem atrasa umas 5 horas. Bem para mim, que estava doida para chegar na minha cidade, fiquei maluca. A viagem naturalmente dura 27 horas, mais 5 do atraso: aiiiiiiiiiii.
Pois bem, na hora da pausa para o almoço, o motorista comenta que se continuássemos sem parar, adiantaríamos a viagem em 2 horas. E lá foi a votação. Eu doida pro sim ganhar, para chegar cedo, quem me aparece no meio da votação, em pé, saindo do ônibus? Ele ! Ele mesmo. Fiquei irada! Ele desceu e foi almoçar. E ainda por cima assistiu a corrida de F1. Menina do céu, eu fiquei braba por demais.
Eu, que não reclamava das coisas, fui atrás para tirar satisfações com a pessoa. Bem, bem depois, pois todos almoçaram, menos eu, a bocó. Mas me valeu ele! Como?! Estava do lado de fora do restaurante, no cidade pequena do interior de Goiás, num sol quente de doer, ele aparece e me pergunta porque não almocei. E eu disse que era para não atrasar. E começa uma pequena discussão, que é interrompida , nada mais nada menos que um olhar mais intenso, energizante e caliente nosso. Sim, nós dois paramos de falar ao mesmo tempo e nos entreolhamos com uma vontade louca de nos beijarmos.
Parecia coisa de novela, incrível como acontece. O calor veio subindo pelo meu copo, uma energia por estar bem próxima a ele tomou conta de mim, o cheiro da respiração se tornou apetitosa, e aproximação inevitável. Na hora H, nos afastamos, colocamos os óculos de sol, o boné e saímos um de perto do outro. Isso tudo seguido de um enorme: “Ahhhhhhhhhhhhhhhh”, dos outros passageiros que assistiram de camarote o espetáculo. Aí veio outro calor: o da vergonha, corando meu rosto.
Você acha que o beijo não veio? Veio e com tudo. Quando eu menos esperava, ao término da fala geral da galera, ele me pega pela mão, me puxa pela cintura, vagarosamente (pelo menos para mim) retira meus óculos, olha ardentemente em meus olhos e me beija. O amor chegou bem assim. Eu sentindo o ar de sua respiração ofegante, um beijo ardente e ao mesmo tempo macio e carinhoso. Suas mãos em minha cintura e cabelos inebriando os meus sentidos.
Por fim, só posso dizer que o amor me rendeu 10 lindos anos de convivência diária. Maravilhosos, aconchegantes e também turbulentos e irritantes. Mas nada que o amor não supere.
A distância e o trabalho nos afastaram. Alguns dizem que foi o orgulho.
Não é um final feliz. É um final real.
Se isso irá permanecer assim, eu não sei dizer. Só sei que já se passou um ano longe dele, e apesar do seu lado negativo, da distância ou quem sabe do orgulho, ele continua aqui, bem dentro do meu coração.
 O amor pode ficar perdido, afastado, prejudicado mas ele não morre.
E ele está vivo! Como eu sei? É só pronunciar o nome dele, ou sentir sua lembrança que o beijo, o encontro, a convivência salutar vêm à tona. E meu coração? Feliz ,por ter conhecido o amor.”

RMK.
Ainda é madrugada, fria e escura, e encontro-me quente, em pleno estado de ebulição das idéias. A mente fervilha e as imagens formadas não param de surgir. Um encontro de dois rios não faria tanta turbulência. Uma correria desenfreada, desencontros sem fim e tudo em uma estrada desconhecida, sem mapa, sem GPS, sem nada.
Quem diria que me encontraria nesse estado novamente?
A mente é um labirinto de formulações de opiniões que nos tira da realidade. Se não tomamos os cuidados devidos nessa fase em que estamos enfermos, nem sei o que aconteceria. Melhor, sei sim. Poderia nos levar a completa loucura, a viver no mundo das idéias e fantasias, onde controlamos os nossos passos, corrigimos os nossos erros, e estaríamos em completo estado de felicidade. Tudo uma mentira. Este é um dos perigos.
Outro risco é acreditarmos nas idéias malucas e pessimistas que nascem e enganosamente se tornam sólidas e consistentes. Tendo a plena certeza de que o irreal é real, tentamos escapar da culpa, da afonia, do medo que firmemente se instalam em nosso corpo. Primeiro se transformando em doenças rotineiras com dores de cabeça, palpitações, hipertensão, enjôos, alergias, sonos sem fim e, o pior que junta tudo, a insônia. E no final das contas não obtendo a fuga ou a remissão das culpas, pode-se encontrar o fim real.
Agora, em plena luz do dia, num clima de inverno em pleno outono, continuo criando essas “pestes” dentro da minha mente. Não sei como interromper esse filme, que anda me trazendo lembranças tristes e pesadas para minha alma. Recrio o purgatório em mim sem nem mesmo ter morrido, ou será que sou um ser vivo morto? Pensamentos desastrosos, calamidades, medos, opressões, mentiras, complôs dignos de Oscar, um atrás do outro, sem parar, segundo a segundo dentro da minha cabeça. Meu corpo já padece de dores inconsistentes, mas reais. Não sei quando vão parar de se formar.
E novo me afogando dentro de mim, caindo centenas de metros sem sair do lugar. Não sei mais o que fazer, nem como fazer?
Preciso urgentemente de Paz.

Texto de minha autoria.
Favor ao repassar o texto citar o autor.

Sinto-me ainda presa ao passado. Um passado recente, mas que deixou marcas profundas em mim. Na minha mente, no meu jeito de ser, de falar, de compreender os outros, de viver, até mesmo de desabafar.
Cada palavra que ouço chega até mim como uma ordem, as vezes como uma correção, esperando respostas , explicações sobre meus atos e até mesmo sobre os meus pensamentos. Eu mesma me persigo e me corrijo como se fosse uma fugitiva e ao mesmo tempo uma ré em liberdade condicional prestando contas sobre o meu dia.
 Parece inacreditável que já tenha se passado um ano dos acontecimentos. Para mim foi ontem, ou pior hoje cedo. Já é noite, e me sinto incomodada, querendo que o sono venha logo, mas não quer que a manha chegue logo. Quero atravessá-la como se não existisse. Quero ver que já passou o meio-dia para poder ter um pouco de tranqüilidade, que não dura nada. Pois as cinco horas já me vejo no desespero de chegar a  hora de dormir.
E tem sido assim desde 2007. Ano de 2008 : o Caos! Dia após dia, noite após noite, minuto após minuto. Fugindo sempre, tentando encontrar refúgio, que não encontro. Pois é minha alma que clama por socorro. Foi aprisionada e agora livre não sabe viver. Aliás, não sabe nem o significado de viver, pois não se sente viva.
Sinto-me tragada pelo mundo, afogada pelas palavras que nascem em minha mente, segundo a segundo, sem pausa alguma sequer... Preciso respirar e não vejo brechas.
Já foi pior. Já foi escuridão total, nem respirava, estava morta por dentro. Apenas alguns pontos dentro de mim reclamavam por oxigênio. Por isso estou aqui, nada, além disso.
Não me compreendo mais, não sei quem sou, do que gosto, do que quero.....nada. Um vazio completo.
Mas não me entrego assim tão, fácil. Algo me cutuca, espeta-me, incomoda-me. Quer saber o porquê de tudo isso, como aconteceu, aonde começou??????? Isto é que me mantém aqui.
A dor me mantém aqui. Uma dor intensa, crônica, chata e enjoada. Associada a uma solidão, um desalento, uma falta de lugar, um choro sem lágrimas ininterrupto. Incrível mas é assim que estou.
Os pequenos e rápidos momentos de alegria que consigo guardar são preciosos. Pois participar vividamente deles ainda não consigo. Horas depois de acontecido é que vejo que foi bom, foi ótimo, mas não consegui tomar parte  da ocasião.
Se eu vou conseguir voltar ao ponto de saber quem eu sou, pra onde vou, o que quero, não sei. O que sinto agora é: como posso ficar dessa maneira, tão impotente, tão sem ação diante de coisas simples, como acordar, sair da cama, levantar, comer, lavar o rosto, escovar os dentes............. como ?


Minha autoria.

Estou aqui sem sono, sem lugar, incomodada, e não resolvo. Até porque, eu não sei qual é o problema, a inquietação. Uma falta de lugar, uma vontade de sumir, de sair correndo até não agüentar mais.
Como se o cansaço fosse consumir toda a exaustão da minha alma fatigada, e aí sim, conseguiria pelo menos esquecer a aflição por alguns momentos. Até acordar e dar de cara com ela: a Tortura.
Como pode ela me fazer que me sinta culpada pelos outros, pelas atitudes que não foram minhas, palavras que não são minhas? Ela me faz sentir uma total ameaça ao mundo. Logo eu, que não sou nada tão importante assim. 
E assim vou levando, como se todos olhassem para mim e apontassem: “ Olha lá ! É ela!”. 


Só vou dizer uma coisa: não agüento mais isso não. Não tenho culpa de nada, não fiz nada, também não sou vítima. Mas do jeito que está, vou acabar acreditando na mentira. Não sei como sair disso não.

É difícil! Acha que é fácil tentar dormir com insônia? Tentar se acalmar quando se está com uma raiva que surge do nada?  Tirar essa ansiedade do peito que um dia ainda irá consumir meu coração?
Não é não. Já procurei ajuda. Estou com apoio, mas me sinto em uma corda bamba. Para lá, e para cá, atravessando a mesma  numa ventania, melhor em uma tempestade de dar medo. Vou cair. Ah não vou não. Lá vou eu de novo: e caio! Levanto, mal subo na corda: kabrum, tiirrrk, trovão, raios, agora não tem jeito, vou cair mais ainda.

Abro os olhos, estou lá, em cima da corda, molhada da chuva, tremendo de frio, medo, culpa, dor, tristeza, raiva, ansiedade, mas ainda estou lá em pé. Como? Sei não. Sei não mesmo!
Na verdade quero atravessar logo, porque outro caminho não tem. É só a corda bamba mesmo.




“Diacho de vida essa”, diria alguém. Pois, “tô” dizendo: a coisa tá russa!
Nem sei mais o que estou falando. Podem pensar que pirei de vez da cabeça. Não tenho solução. Mas a luz lá no fim do túnel apareceu. Bem fraquinha é verdade! Mas apareceu. Minha esperança é de que ela não se apague, porque procurar de novo, esta bendita Luz, dá trabalho.
E olha que no meio desse cansaço todo, dessa insônia que não me larga, enxergar e manter os olhos na direção da luz, não está sendo fácil não. Apesar dos olhos bem abertos, a vontade de pular lá embaixo e desistir é enorme. Mas algo, que eu também não sei informar o que é, deixa minhas pernas e pés paralisados aqui.
Bem, já que estou estacada, petrificada, imóvel, vou ficar por aqui.  

O texto é de minha autoria. Por favor repassar os créditos.Renata Mesquita.
Antes eu tinha um ritmo
Hoje, estou como o mar
indo e vindo, indo e vindo
sem lugar.

Mas, mesmo o mar
tem seu ritmo, seu curso...
Eu não. Estou sem ar,
sem curso, sem lugar.

Sem saber quem sou,
aonde estou,
e com quem e em quem confiar.

Ando sem direção
tal qual o vento e,
mesmo assim,
o vento sabe onde vai.
E, eu não;
para onde vou não vejo o fim.


Minha autoria. Por favor quem repassar , colocar o autor.
A cada dia que nasce, um recomeço. É o que dizem.
Às vezes é "canseira" recomeçar. O bom seria ter sempre um sonho possível. Sabe , aquele sonho quem vem do fundo do seu coração e que não importa o que as pessoas digam, você corre atrás até consegui-lo.
Isso!
O verdadeiro e real desejo que se realiza.
Mas, o que é preciso para ter um? Sonhar mesmo? Idéias? Apoio? O quê?!

De vez em quando vem aquela vontade  de se fazer algo, e tudo na vida se torna mais simples. E aí, viver se torna simples, pois tudo é prazero: acordar, escovar os dentes, tomar banho, barbear(para os homens), colocar aquela roupa formal e a gravata(para homens..rs), almoçar no trabalho, enfrentar o engarrafamento, aquele chato do seu lado no ônibus ou metrô....tudo fica tão lindo e fácil!

Ah, como é bom, correr atrás daquilo que noz faz bem.  Literalmente ou não, é bom!

Isto sim é que é transformar a vida no verdadeiro mar de rosas. Agora, o problema é não deixar que o que aparece , lado a lado, durante a obtenção do projeto pessoal atrapalhar, como a briga com o amor da sua vida, ou descobrir que ele ou ela não é mais o amor da sua vida, as contas, a falta ou o excesso do trabalho entre outras coisinhas pequeninas que surgem.

Ah, realmente : Viver é tão simples quando se tem prazer!


O Natal








Ah, o Natal... Ouço pessoas criticarem o consumismo desenfreado que toma as pessoas nesta época cujo significado perdeu-se entre árvores, brinquedos e Papai Noel. Certo, tudo certo...



Mas eu prefiro lembrar que neste final de ano, devido ao famigerado consumismo, milhões de empregos foram gerados e milhões de pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.



Prefiro lembrar que neste momento, por conta do dinheiro extra que receberão, muitos pais e mães de família poderão oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos.E que devido a alta propaganda de solidariedade que se faz nesta época, crianças carentes poderão ganhar, sim, algum brinquedo.



Prefiro lembrar que muitas pessoas tomadas pelo espírito disseminado nesta época mover-se-ão à caridade e a solidariedade com o próximo.E que você... você poderá, enfim, dar e receber o abraço daquelas pessoas que você gosta mas que por falta de “motivo” para abraçar ficou contido até agora...



Ah, como Deus escreve certo por linhas tortas. O que era para ser “apenas” a celebração do nascimento de Jesus, universalizou-se numa celebração de Fraternidade e Amor.Bem ou mal, o Amor está em toda parte!



E se ainda assim você não quiser celebrar esta data, não tem problema:Quero convidar-te a fazer como fossem Natal todos os teus dias!







Augusto Branco