Esta é uma estória de uma menina que conheceu o amor. O amor verdadeiro.
“Incrível como ele surge. Vem de repente, de mansinho e fica instalado. Outras vezes chega abruptamente e do mesmo modo, aloja-se dentro de nós. Sabe o que é? É o amor.
Sim, você pode até sorrir, criticar, mas é verdade. E ainda dizem que ele morre. Morre, é verdade, mas somente quando não é verdadeiro.
Deixe-me contar alguns fatos que sei sobre ele. É lindo, maravilhoso, sedutor, confortante e energizante. E assim como nós, tem seu lado negativo: faz-nos chorar, enraivecer, falar mal, gritar, xingar, espernear até!
Encontrei-o de forma romântica. Estava a viajar de ônibus quando me deparei com ele. Lindo, alto, forte e olhar penetrante. Sentada estava em meu lugar, olhando para o nada, esperando o nada e o vi. A cada degrau que subia para entrar no ônibus, meu coração palpitava. Somente o relance de sua fisionomia já era o bastante para criar em mim palpitações. Estranhava isso ocorrendo em mim, até um pouco de medo senti, um frio na barriga, as mãos geladas...ai mas ao mesmo tempo uma sensação gostosa preenchia meu coração. Ao chegar no corredor meus olhos encontraram o dele.
Tudo ao redor parou. O nada para o qual eu olhava tomou forma e se materializou na minha frente. E que forma! Minha respiração estava travada, se é que isso é possível. À medida que se aproximava do lugar vago próximo ao meu, meu coração subia pela garganta. E passou direto para o último lugar no “busão”. E agora?
Era noite.E tarde. Não haveria mais paradas noturnas, nem para subir passageiros. Esperar até amanhecer, fazer o quê?! Um acidente , com um caminhão de cargas eletrônicas envolvido, engarrafa o trânsito na estrada. A notícia: 3 horas de paradeza total, ou seja, nada de andar naquele momento.
Uma turma desce do ônibus e resolve fazer um piquenique. Um frioooo. Eu desci? Não. Acordo, meio sonolenta e vejo alguém sentado no braço do banco da poltrona me olhando. Sento na poltrona e vejo ele, com aquela cara mais linda do mundo, de um jeito todo gentil e me convida para descer e ir ao piquenique. Eu fui? Nada. Fiz a pose de garota mais séria do mundo. Queria dormir.
A viagem atrasa umas 5 horas. Bem para mim, que estava doida para chegar na minha cidade, fiquei maluca. A viagem naturalmente dura 27 horas, mais 5 do atraso: aiiiiiiiiiii.
Pois bem, na hora da pausa para o almoço, o motorista comenta que se continuássemos sem parar, adiantaríamos a viagem em 2 horas. E lá foi a votação. Eu doida pro sim ganhar, para chegar cedo, quem me aparece no meio da votação, em pé, saindo do ônibus? Ele ! Ele mesmo. Fiquei irada! Ele desceu e foi almoçar. E ainda por cima assistiu a corrida de F1. Menina do céu, eu fiquei braba por demais.
Eu, que não reclamava das coisas, fui atrás para tirar satisfações com a pessoa. Bem, bem depois, pois todos almoçaram, menos eu, a bocó. Mas me valeu ele! Como?! Estava do lado de fora do restaurante, no cidade pequena do interior de Goiás, num sol quente de doer, ele aparece e me pergunta porque não almocei. E eu disse que era para não atrasar. E começa uma pequena discussão, que é interrompida , nada mais nada menos que um olhar mais intenso, energizante e caliente nosso. Sim, nós dois paramos de falar ao mesmo tempo e nos entreolhamos com uma vontade louca de nos beijarmos.
Parecia coisa de novela, incrível como acontece. O calor veio subindo pelo meu copo, uma energia por estar bem próxima a ele tomou conta de mim, o cheiro da respiração se tornou apetitosa, e aproximação inevitável. Na hora H, nos afastamos, colocamos os óculos de sol, o boné e saímos um de perto do outro. Isso tudo seguido de um enorme: “Ahhhhhhhhhhhhhhhh”, dos outros passageiros que assistiram de camarote o espetáculo. Aí veio outro calor: o da vergonha, corando meu rosto.
Você acha que o beijo não veio? Veio e com tudo. Quando eu menos esperava, ao término da fala geral da galera, ele me pega pela mão, me puxa pela cintura, vagarosamente (pelo menos para mim) retira meus óculos, olha ardentemente em meus olhos e me beija. O amor chegou bem assim. Eu sentindo o ar de sua respiração ofegante, um beijo ardente e ao mesmo tempo macio e carinhoso. Suas mãos em minha cintura e cabelos inebriando os meus sentidos.
Por fim, só posso dizer que o amor me rendeu 10 lindos anos de convivência diária. Maravilhosos, aconchegantes e também turbulentos e irritantes. Mas nada que o amor não supere.
A distância e o trabalho nos afastaram. Alguns dizem que foi o orgulho.
Não é um final feliz. É um final real.
Se isso irá permanecer assim, eu não sei dizer. Só sei que já se passou um ano longe dele, e apesar do seu lado negativo, da distância ou quem sabe do orgulho, ele continua aqui, bem dentro do meu coração.
 O amor pode ficar perdido, afastado, prejudicado mas ele não morre.
E ele está vivo! Como eu sei? É só pronunciar o nome dele, ou sentir sua lembrança que o beijo, o encontro, a convivência salutar vêm à tona. E meu coração? Feliz ,por ter conhecido o amor.”

RMK.

1 comentários:

joao paulo disse...

encontrei meu amor, mas nao a vi ainda, mas tenho certeza q é com essa pessoa q quero viver, trocamos apenas palavras, quero abraça-la , beija-la, sentir seu calor, seu amor, beijar tua boca e enxugar suas lagrimas, dividir as alegrias e tristezas, o amor dói ao mesmo tempo q é tao bom, por que? eu a amo tanto , ela tbm gosta de mim, mas msm assim me sinto distante, faltam 2 meses para nos vermos pela 1° vez, nao vou me segurar, estou a flor da pele, irei agarra-la e beija-la como se fosse nosso ultimo encontro, nao vou conseguir me segurar, quero de mais, nao é vontade e sim necessidade, cada dia esta sendo como se fosse o ultimo, so queria q ela estivesse perto de mim, esses + de 570 km q nos dividem, me faz sofrer e querer ela mais ainda! sabrina te amo muito e nunca deixarei de ama-la.